Não importa a cultura pela qual a mulher seja influenciada, ela compreende as palavras mulher e selvagem intuitivamente.
Quando as mulheres ouvem essas palavras, uma lembrança muito antiga é acionada, voltando a ter vida. Trata-se da lembrança do nosso parentesco absoluto, inegável e irrevogável com o feminino selvagem, um relacionamento que pode ter se tornado espectral pela negligência, que pode ter sido soterrado pelo excesso de domesticação, proscrito pela cultura que nos cerca ou simplesmente não ser mais compreendido. Podemos ter-nos esquecido do seu nome, podemos não atender quando ela chama o nosso; mas na nossa medula nós a conhecemos e sentimos sua falta. Sabemos que ela nos pertence; bem como nós a ela. (Clarissa Pinkola Estés)

pinalcatheaPara Quesia Gracez, tal qual lobas selvagens corremos ao longo dos anos, aprendemos a andar em uma estrada hostil, com caminhos fechados para a manifestação das nossas ideias, que refletem a nossa criatividade e inteligência. Subestimadas por longos anos, as lobas mantiveram seu olhar fixo no céu e seu útero consagrado a terra. Mantendo protegida a verdadeira essência feminina, salvando sua linhagem e consequentemente o nosso planeta da ganância que conduz a destruição, que como sombra paira no ar e poluí a terra.

A mulher loba conseguiu manter intacta sua essência perante os ciclos da terra, quieta e calada, apenas olhando tímida da janela o luar a lhe chamar.

Aprendeu com suas anciãs a se alimentar em silêncio, a dançar sozinha, descobriu o poder renovador da chuva molhando e abraçando seu corpo. Voltou a compreender que a magia da vida acontece dentro de si e passou a perceber que um templo interno e sagrado existe, e que todo templo precisa ser cultuado. Na realidade vários templos, cada qual com seu aprendizado, porém dentro de um único espaço, em um único corpo, mente e coração. Compostos por braços e pernas cheios de vitalidade para ir adiante, todos os membros fazem parte dela, e por ela movem-se, a loba que aos poucos volta a uivar sem medo nas noites de lua cheia.

Nos tempos de hoje uma nova mulher surge, ela já perdeu a esperança de dias melhores. Com a velha que observa o mundo sem um pingo de esperança, a futura loba imperatriz aprendeu que esperança não deve ser alimentada, mas sim exterminada. A esperança é a última que morre e entende que isto é ruim, pois se eu tenho esperança, não tenho certeza, se existe a dúvida eu nada sei. Então para que serve a esperança se não para tirar o foco da mulher que deseja alcançar seus objetivos? A loba é esperta, não se perde mais em meio a fantasias inocentes, esperanças que a envolvem em sonhos que jamais irão se realizar. A loba apenas vive um dia após o outro, redescobrindo sua majestade interna, que conduz a eternidade do tempo.

Sua força e coragem são usadas para comandar sua prole e direcioná-las a caminho da luz, a nova mulher sabe bem o que quer, e onde deseja chegar. Indo além, ela caminha no mundo entendendo cada obstáculo que existe no seu percurso e dele tira o melhor proveito. As amarras financeiras que por longos anos deixaram-na refém da crueldade masculina, aos poucos vai esvaindo-se. Ela aprende a controlar suas finanças gradativamente, com ajuda de outras lobas, e de forma surpreendente, acaba deixando o homem impressionado com suas capacidades até então nunca reconhecidas. Saber fazer seu dinheiro e usá-lo com independência e sabedoria, são apenas uma das diversas faces da nova mulher. Ela já entendeu muito bem que o pensamento retro que algumas mulheres tinham, em relação a vida e a estabilidade financeira, para ela já não serve mais, não as pertence. Alguns anos atrás sinônimo de segurança para mulher, era matrimônio, enquanto que para os homens sempre foi e será patrimônio. Hoje a realidade é bem diferente, matrimônio para a mulher é algo sagrado, o amor deve unir duas pessoas, que juntas lutam pelos mesmos objetivos. Cúmplices de uma união sagrada que reflete a sua volta as energias positivas do amor e se materializam em forma de sucesso e felicidade. A nova mulher é a guia de uma nova era, uma nova realidade que permeia a terra e aos poucos, materializa-se com sutileza, harmonia e amor. Cada família possui sua líder, aquela que sabe conduzir a matilha. Percebam como ela age, observem-na, acima de tudo deixem ela se manifestar, e conduzir os caminhos, pois todas as mulheres lobas estão conectadas e andam na direção da luz. Escute o chamado e siga um novo caminho, La loba o espera na sombra do luar.

E que assim encontre sua Alcathea!

Luz e Amor

Tamaris Fontanella

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Tamaris Fontanella

Paulistana. “Mãe” de dois gatos (Axel e Meara). Conheceu logo no início da adolescência os preceitos do Feminino Sagrado Inovadora e Empreendedora por Natureza como uma boa Sagitariana. Criativa. Quem a conhece só um pouquinho já percebe que vive a força da Mulher Selvagem em todos os momentos de sua vida. No Espaço Ânima supervisiona e coordena as atividades dos pólos (presenciais e EAD) e atua como mestre formadora de novos terapeutas em diversos cursos. Coaching e Mentoring em Terapias Holísticas e Complementares, Psicopedagoga, Escritora com mais de15 livros publicados, Palestrante e Fotógrafa. É reconhecida como a primeira Coaching Empresarial no Brasil na área de Terapias Complementares e Holísticas no Brasil. Terapeuta filiada ao SINTE (CRT41426) e ao CRTCH (CRTCHBR 200902). Facilitadora da Unify (Sisters Circle), Movimento Mundial Global Sisterhood (http://women.unify.org/) Possui formações acadêmicas em Biologia, Administração de Redes, Pedagogia e Terapia Holística, com Especialização Terapia Energética Corporal (Instituto Pulsar), Psicoterapia Corporal e Bionergética (Centro Reichiano/ MFCR0016), Psicopedagogia (Braz Cubas), Master Coaching (Sociedade Brasileira de Coaching), Terapia Transpessoal (Instituto Plenitude), Psicologia da Aprendizagem, Didática do Ensino Superior e Constelações Familiares (Hellinger/PA). Fotografia (IFPR e Senac). Idealizadora da Theaterapia® (Terapia da Mulher), do Pompoarismo Sagrado Feminino, da rede de sororidade Despertar Feminino, da Theadança e do projeto Teia de Luz. Idealizadora dos sistemas de cura energética Goddesses Reiki®, Thea Spirit Doll® e Essências Vibracionais do Despertar Feminino®. Pioneira como Fotógrafa no Brasil a atuar no contexto do Sagrado Feminino e resgate da essência feminina com o uso terapêutico da fotografia (Theafotografia®). Atua como focalizadora de celebrações, ritos de passagem, jornadas e grupos terapêuticos com foco no despertar do feminino sagrado e na cura das necessidades físicas e psico-espirituais da mulher contemporânea. Sacerdotisa da Religião da Deusa, da Irmandade da Rosa, do Clã da Lua, Clã de Filhas de Brigit, Clã das Matriarcas e do Clã das Lobas. Formação em Medicina Andina – Sanação do ventre e do bioritmo lunar-menstrual, por Pilar Echeverry Trinidad Aguilar, e estudiosa da medicina Mapuche (Lafkenche – Abuela Maria Ester Epulef). Possui diversas certificações complementares em diversas áreas terapêuticas, psicoterapêuticas e pedagógicas: Florais, Fitoflorais, Oligoterapia, Cromoterapia, Medicina Ortomolecular, Aromaterapia, Fitoterapia, Iridologia, Auriculoterapia, Astroterapia, Radiestesia e Radiônica, Gemoterapia, Geoterapia, Arteterapia, Auriculoterapia, Danças, Xamanismo, Massoterapia Energética, Massoterapia Fisioterápica, Drenagem Linfática, RPG, Trofoterapia, Sustentabilidade e Alfabetização. Mestre em Usui, Tibetano, Kahuna, Goddesses Reiki e Celtic Reiki. Na área de atendimento atua com terapias complementares e holísticas na área da mulher e terapia associada a psicopedagogia na área infantil.

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