Nossa primeira Sálvia!

Em meu primeiro post (aqui) compartilhei com vocês a foto de uma das primeiras ervinhas que chegou em nossa família, a Sálvia Officinalis. Há encontrei por acaso em uma loja de artigos para o lar onde, aparentemente, as funcionárias costumavam encharcar o solo de todos os vasos com regas frequentes, sem entender a necessidade de cada planta. 

Aprender a cuidar dela foi um desafio, pois até então eu não tinha muitas informações sobre cultivo de ervas. No começo eu e meu marido também achávamos que todas as plantas precisavam ser regadas (em abundância) todos os dias. Ledo engano! 

Depois de perder algumas mudas e ver que nossa querida Sálvia estava padecendo, decidi pesquisar sobre plantio/cultivo de ervas. Seguem algumas dicas que salvaram nossa plantinha!

Nome:
Salvia officinalis (nomes comuns salva, salva-comum, salva-das-boticas, salva-rubra) é uma pequena planta perene sub arbustiva, com caules lenhosos, folhas acinzentadas, e flores azuis a violáceas. Faz parte da família das mentas, Lamiaceae. É nativa da região Mediterrânica e cultivada como erva aromática e medicinal ou como planta ornamental. 

Lendas e Mitos:
A Salvia officinalis é usada desde tempos antigos para afastar o mal, para tratar mordeduras de cobra, aumentar a fertilidade feminina, e mais. Provavelmente foi introduzida na Europa a partir do Egito pelos romanos, como planta medicinal. Teofrasto escreveu sobre duas salvas diferentes, um subarbusto a que chamou sphakos, e uma planta cultivada semelhante a que chamou elelisphakos. Plínio, o Velho disse que a última delas era chamada “salvia” pelos romanos, e usada como diurético, anestésico local para a pele, hemostático, entre outros usos. Carlos Magno recomendava o cultivo desta planta na Idade Média e durante o Império Carolíngio era cultivada nos jardins dos mosteiros. Valfrido Estrabo descreveu-a no seu poema Hortulus como tendo um aroma doce e como sendo útil em muitas enfermidades humanas – regressando à raiz grega do nome chamou-lhe Lelifragus.

A planta tinha uma grande reputação durante a Idade Média, com muitos provérbios referindo-se às suas propriedades curativas e valor. Era por vezes chamada S. salvatrix(Salva a salvadora), e era um dos ingredientes do vinagre dos quatro ladrões, uma mistura de ervas que supostamente protegia da peste. Dioscórides, Plínio, e Galeno todos recomendavam a salva como diurético, hemostático, emenagogo e tónico.

Cultivo: 

7ecb23_0ea07b5cde724a4083b66f45804d744fA Salva, ou Sálvia prefere locais amenos e ensolarados, no entanto é bastante resistente ao frio e até a geadas. Produz folhas todo o ano. A Salvia tolera a secura, apenas necessita de regas controladas (quando o seu composto estiver bastante seco), sendo que não carece de muita água. Quando na presença de excesso de água no solo, as suas raízes tendem a apodrecer rapidamente, levando à morte súbita da planta.

O seu cultivo na horta, juntamente com outras espécies, repele uma série de pragas, entre as quais a borboleta-branca da couve. Necessita de ser podada periodicamente de forma a prevenir o envelhecimento precoce e estimular novos rebentos. As folhas da Salva devem ser colhidas logo no início da floração da planta, devendo-se fazê-lo nos horários mais frescos do dia.

Temperatura aconselhável para esta planta:  Suporta temperaturas entre os 3°C e os 23°C. 

Atributos:

Culinária

Como erva aromática, a salva tem um sabor ligeiramente apimentado. Na cozinha Ocidental é usada para dar sabor a carnes gordas (especialmente em marinada), queijos, e algumas bebidas. Nos Estados Unidos, Reino Unido e Flandres, a salvia é usada com cebola, em recheios de porco ou aves e também em molhos. Na cozinha francesa, a salvia é usada para cozinhar carne branca e em sopas de vegetais. Os alemães usam-na frequentemente em pratos de salsichas. É também de uso comum na cozinha italiana. Nos Balcãs e no Médio Oriente, é usada em assados de borrego.

Medicinal

O nome latino para acapeta salvia, significa “curar”. Apesar da eficácia da salva-comum ser discutível, tem sido recomendada ao longo do tempo para quase todas as enfermidades. As evidências modernas apoiam os seus efeitos como anidrótico, antibiótico, antifúngico,adstringente, anti-espasmódico, estrogénico, hipoglicémico e tónico. A sálvia é popularmente indicada para tratamento de tosses e irritações do trato respiratório.

Os constituintes ativos mais fortes da salva encontram-se no seu óleo essencial, que contém eucaliptol, borneol e tujona. A folha de salva contém ácido tânico, ácido oleico, ácido ursónico, ácido ursólico, ácido fumárico, ácido clorogénico, ácido cafeico, niacina, nicotinamida,flavonas, glicosídeos flavonoides, e substâncias estrogénicas.

É necessária precaução quando utilizada em conjunto com estimulantes ou depressores do sistema nervoso central. A salva é usada como um nootrópico devido a suas propriedades como inibidor da acetilcolinesterase.

Para quem quiser saber mais sobre os tipos de Sálvias, segue um vídeo bem bacana da Carol Costa, do canal “Minhas Plantas”!

Fontes Interessantes Para Quem Quer se Aprofundar no Tema:

> http://www.aromaticasvivas.com/

> http://www.salvia10.com/tipos.html

> http://www.hortaemcasa.com.br/

> http://www.plantasquecuram.com.br/

 

Cíntia Carvalho pindedoverde

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2 Replies to “Menina do Dedo Verde: Sálvia Officinalis”

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