Atualmente, tem se discutido muito as questões de gênero. Há uma clara preocupação em buscar redefinir papéis e funções de gêneros masculinos, femininos e não binários (futuramente virei escrever melhor qual a possível relação de não binários nos Círculos de Mulheres).

Além dessas pautas discutiremos o tal “lado masculino” da mulher. Será que realmente temos a clara noção de que somos dotadas de características do sexo oposto?

Em um post que fiz sobre a Transexualidade abordei um conceito Junguiano que são: Anima(mulher) e Animus(masculino) são compreendidos como princípios psíquicos, toda a nossa psiquê é um conjunto deles atuando constantemente ao longo da vida.

Existem tribos e alguns grupos que compreendem o masculino e feminino além dos genitais, a nossa sociedade moderna acabou por ignorar uma compreensão muito mais holística do ser humano, por muitos motivos e justificativas sejam elas sociais ou políticas. E o fato de não termos acesso à essas informações nem que por curiosidade, nos impede de pararmos para refletir onde podemos nos entender como possuidoras de características masculinas.

Mas saber disso, que diferença faria na sua vida?

Podemos ir além de enxergarmos a relação que temos com os homens, que seja nas suas variadas formas e jeitos de nos relacionarmos com eles, que nós temos um pouco deles, eles tem um pouco de nós. Mesmo não podendo definir com um traço ou uma reta onde se encontram estes princípios psíquicos, podemos identificar brevemente alguns comportamentos que se repetem neles ou em nós mesmas, e que certos comportamentos e sentimentos que variam podem ser traços do princípio oposto.

Acredito que quando a sociedade está repensando esses papéis masculinos, femininos e não binários é claramente um reflexo do nosso interior, pois estamos carregando uma pergunta crucial que provavelmente o resto de nossas vidas faremos: Quem somos nós?

Dentro de um Círculo de Mulheres esta questão de gênero e Identidade é constantemente atravessada em inúmeras atividades e vivências pois queremos nos compreender melhor, nos nortear com o apoio de outra mulher ou com um Arquétipo que nos identificamos, podermos levar em consideração o Animus presente em nós e no próprio Círculo.

Assim como a Vida Humana não existe sem espermatozoide e óvulo, a nossa Psiquê e relações que nos permeiam também são dependentes de energias opostas, identifica-las em nós mesmas ou nosso Círculo de Mulheres nos leva a compreender melhor o mundo que nos permeia.

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Andressa Ferreira Thome

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One Reply to “Divã da Rosa Rubra: O Masculino em nós”

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