No post anterior me comprometi em escrever sobre gêneros não binários e sobre sua possível relação com o Círculo de Mulheres, mas decidi mudar o assunto para a forma como os Círculos de Mulheres tem pulsado e se relacionado com outros.

Particularmente não tenho frequentado Círculos de Mulheres diferentes além do que já estou bem envolvida. Porém em um dos círculos, do meio que frequento, uma amiga desabafou sobre a revolta que tem sentido pois tem percebido que sororidade e empatia são meras palavras usadas como enfeite ou bijuteria na boca das mulheres, além da falta de acolhimento que algumas tem sofrido e o impacto negativo disso: falta de comunicação e sinceridade por entre as participantes.

Para todas as mulheres que estiverem lendo isso e de alguma forma se identificarem posso afirmar com toda certeza: somos seres humanos e temos conflitos o tempo todo, mesmo embora que mulheres sonhem alcançar um objetivo de um Círculo integrado, acolhedor e que devido a isso possa empodera-las, nada é perfeito.

Acredito eu que caso a mulher deseje tornar-se focalizadora, possa se preparar, com cursos apropriados ou até mesmo uma terapia, para poder se conhecer, entender as ferramentas que você possui de fato para fazer um bom trabalho.

Acreditar e confiar que o Sagrado habita em todas nós é necessário, essencial termos isso em mente, mas para fazer que outras cheguem até essa compreensão, há um longo caminho a ser percorrido, você mesma irá se deparar com seus monstros e angústias que acabamos por mascarar em prol de uma boa convivência, até também poder de fato compreender esse Sagrado, é um caminho constante esse que devemos trilhar.

A mulher que focaliza precisa estar atenta à tudo que a rodeia no momento que o Útero Pulsante se faz presente, conflitos ou intrigas são coisas das quais posso entender como informações relevantes acerca de como o grupo está se comunicando, cabe a você fazer disso uma situação que as faça refletir e poder acolher a dor uma da outra, entender que problemas de comunicação podem ser uma ferramenta de trabalho, uma barreira a ser passada, feridas para se cicatrizarem.

Não falo insistentemente sobre a importância do acolhimento à toa, são atitudes que te fazem entender a dor da outra sem julgamentos, receber a outra é saber que você mesma focalizadora está acolhendo a si mesma com todos os defeitos e imperfeições e ainda assim é Divina, por saber reconhecer o Divino em todas as integrantes.

Como disse anteriormente, conflito é inerente ao ser humano, mas nós mulheres devemos nos perguntar o que de fato entendemos como Círculo de Mulheres ou Sagrado Feminino para podermos nos conhecer, quem somos verdadeiramente, temos a oportunidade de nos amarmos e nos acolher em vez de jogar pedras umas nas outras ou sendo hipócritas.

Não é fácil pra mim mesma acolher certas dores minhas, imagina a da outra ok, não é fácil, mas quem disse que a Transformação ia ser fácil?

Desapegar de nossos medos e inseguranças é um processo doloroso, digo mais: não deve ser fácil também em algum momento acolher a dor da outra, mas é por isso que nos reunimos, aprender o amor próprio e me fortalecer, fortalece a outra.

Precisamos voltar às nossas raízes  (do nosso próprio Self) e rever certos valores e crenças para de fato fazermos um Círculo de Mulheres, fazermos o que aprendemos umas com as outras sobre que é o Sagrado Feminino e assim caminharmos mais confiantes.

Medos e sombras nos pairam a todo instante, mas encarar isso com o apoio sincero da outra fica mais fácil, para que possamos andar no escuro das próprias emoções.

Andressa Ferreira Thome

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