Essa semana minha mãe descobriu que o vizinho tem um pé de cravo-da-índia – ela é a “Doida das Plantas” desde que me conheço por gente!rs  – , então fiquei super curiosa para saber os benefícios dessa especiaria que é um clássico na cozinha brasileira.

Com certeza você já provou ela em doces e bebidas, então confira as propriedades dessa planta que já foi a mais valorizada no mercado do início do século XVI, pois um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.

Nome: 

   A Caryphyllus aromaticus, conhecida como cravo-da-índia (ou girofleiro), é uma das especiarias mais apreciadas do mundo todo, com um grande valor gastronômico e medicinal . Da família das Myraceae, também conhecido como craveiro-da-india, cravina-de-tunis, cravo-de-cabecinha e rosa da Índia.

O cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis, aroma forte e penetrante.

História:

A flor do craveiro é usada como tempero desde a antiguidade: era uma das mercadorias, entre as especiarias da Índia, que motivaram inúmeras viagens de navegadores europeus para o continente asiático. Na China, os cravos eram usados não só como condimento, mas também como antisséptico bucal: qualquer um com audiência com o imperador precisava mascar cravos para prevenir o mau hálito. Viajantes arábicos já vendiam cravos na Europa ainda no Império Romano.

O principal motivo do cravo ser usado em doces era sua ação repelente que impedia a invasão de formigas. Como, na maioria dos casos, não havia recipientes que impedissem a infestação por formigas, o cravo era usado para repelir esses insetos. Essa prática ainda é comum em certos locais onde, devido a grande quantidade de formigas, coloca-se cravos nos açucareiros para repelir esses insetos.

Cultivo:

Planta da Ásia, atinge 20 metros de altura quando cultivada não passa dos 5 metros. Cultiva-se em regiões quentes, da Bahia a São Paulo, prefere solos ricos em matéria orgânica, úmidos e bem drenados. As mudas formadas até 1 ano, devem ir para o local definitivo em espaçamento de 8m X 8m.

Usos:

Na culinária: O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzí-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.

Na saúde e cosmética: Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios.

Propriedades:

O eugenol, um anti-inflamatório natural. Nutricionalmente falando o cravo apresenta um alto conteúdo de ácidos graxos ômega-3, de manganês, magnésio, vitamina K, potássio, vitamina B e cálcio. O cravo também contém quantidades significativas de um componente ativo chamado eugenol, que se converteu em objeto de numerosos estudos sobre a saúde. São pesquisas que tratam sobre a prevenção da toxidade dos contaminantes ambientais como tetracloreto de carbono, os cânceres do trato digestivo e a inflamação das articulações.

Anestésico e antibacteriano: Nos Estados Unidos o eugenol extraído do cravo é utilizado com frequência na odontologia, em obturações temporárias e para a dor nas gengivas, já que este e outros componentes do cravo (incluindo beta-cariofileno) se unem, transformando o cravo em um suave anestésico e também um agente antibacteriano. Por essa razão, também encontrará o óleo de cravo-da-índia em alguns sprays para a dor de garganta.

Atividade anti–inflamatória: O eugenol também funciona como uma substância anti-inflamatória. Em estudos com animais comprovaram que ao incorporar este elemento nas dietas deles, são obtidos benefícios anti-inflamatórios importantes. Por outro lado, o cravo também contém uma variedade de flavonoides, incluindo o canferol, que contribui para as propriedades anti-inflamatórias, além de ser um antioxidante.

Contraindicações:

Pode provocar contrações na musculatura do útero sendo, portanto, contra-indicado para gestantes.
Efeitos colaterais: o uso externo pode causar eventuais reações alérgicas em pessoas sensíveis. O óleo essencial pode causar irritação na pele.

Fonte:
– Armazém das Especiarias
– Plantas que Curam
– Líder Agronomia
– Jardim de Flores
– Melhor com saúde
– Plantas Medicinais
– Dicas de Saúde

Cíntia Carvalho

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