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Nut: A Mulher do Mistério – Devaneios da Deusa

Reencontro, Aprimoramento e Transcendência a Energia Feminina

Nut: A Mulher do Mistério – Devaneios da Deusa

Nut, minha Senhora, me guarde
Nut, minha senhora, me guia
Nut, me mantenha segura em sua companhia.

Nut, mãe das estrelas
Nut, senhora do céu
Protege-me nesta noite escura
E me envolva com o teu véu.
(Por Seren Gwawr)

O mistério se abre diante e além de seus olhos e a convida para a vibrar o inimaginável e a sondar desconhecido.
É necessário olhar além de si mesma para compreender seu interior.
Olhe a noite! Olhe o Céu! Olhe as Estrelas!
E nesse cenário de magia e beleza onde você está? Onde você se encontra nele?
Feche os olhos e sinta! Sinta seu ser inteira, coração, ventre, alma, que carrega toda a inteireza do mistério da beleza de ser Mulher.
Quando habitamos a Mulher Mistério que habita dentro deixamos que a magia e o poder interior nos revele o que é inatingível e inalcançável.
Bjus de Luz
NamasThea!
texto Tamaris Fontanella
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Nut ou Nuit é uma deusa egípcia. Representava o céu e era significativamente invocada como a mãe dos deuses.
Ela era, originalmente, a Deusa do céu diurno, onde nascem as nuvens, com o passar do tempo a influência de Dela cresceu e passou a personificar não somente o céu diurno, mas o firmamento inteiro e tudo o que era contido entre o nascer e o pôr do sol.
Parte do hieróglifo que forma seu nome é um pote com água  que representa o útero.
No relato de seu Mito temos que foi revelado à Rá, o Deus Sol, que seus netos, Nut e Geb gerariam uma criança que usurparia seu trono sobre as duas terras. Rá estava determinado a impedir que esta profecia nunca se concretizasse, por isso ele proibiu Nut e Geb de estar juntos, ordenando seu próprio filho, Shu , o pai de Nut e Geb separá-los por toda a eternidade. Como Shu era muito forte, ele ergueu sua filha para o alto e longe de seu irmão, assim ela passou a ser a abóbada estrelada do céu, deixando Geb prostrado abaixo dela. Mesmo assim, Nut e Geb conseguiram encontrar uma maneira de se unir e assim tiveram filhos. Ao descobrir que Nut estava com as grávida, Rá ficou enfurecido e pensou por muito tempo em como poderia evitar sua neta de dar à luz ao herdeiro de seu trono e assim, Ra, o Criador e Senhor de todo o Universo, decretou que não haveria um único dia dentro dos 360 dias do ano que Nut seria autorizado a dar à luz. Atormentada, Nut tinha suplicou à Thoth, Deus da Magia e do Conhecimento, uma resposta para a sua situação. Ele ponderou o problema e disse para ela não se preocupar pois encontraria uma resposta. Thoth foi ver Khonsu, o Deus que governa as fases da lua, e jogou um jogo de tabuleiro chamado Senet em que persuadiu Khonsu a apostar um pouco de sua luz. Quanto mais o jogo durava, maiores eram as apostas. Toth, ser o mais sábio dos Deuses, ganhou partidas suficientes para formar os cinco dias necessários para Nut para dar a luz a seus cinco filhos. Thoth adicionou esses dias a mais no final do velho ano e no início do novo, dias estes que não faziam parte de nenhum dia e de nenhum ano. Graças à sabedoria de Thoth, a maldição de Ra foi anulada e Nut pariu seus filhos naqueles cinco dias antes inexistentes. Osiris foi o primeiro, sendo seguido, em ordem, por Set, Hórus, Ísis e Néftis. Como mulher, ela se arqueia sobre seu consorte Geb, ergida pelo seu pai Shu. Todas as manhãs Ela dá a luz à Rá e, a cada noite, ela o engole novamente.