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A importância de acolher a sua história – Devaneios da Deusa

Um espaço voltado para o Reencontro, Aprimoramento e Transcendência do Despertar da Mulher

A importância de acolher a sua história – Devaneios da Deusa

La Loba conhece o passado pessoal e o passado remoto pois ela vem sobrevivendo pelas gerações afora e é mais velha do que o tempo. Ela é a memória arquivada das intenções femininas.*

Quando você acessa a sua história pessoal você permite que todas as informações arquivadas de suas conquistas e seus poderes sejam revelados.

/../ a mulher está perdendo sua energia para criar, quer sejam soluções para amenizar questões da sua vida como a educação, a família, as amizades, quer se trate dos seus objetivos, seu desenvolvimento pessoal, sua arte.*

Pelo amor de Deus! São tantas às mulheres que têm, elas mesmas, medo do poder das mulheres. É que as antigas qualidades e forças femininas são imensas e causam espanto.*

Ao acessar o caminho já percorrido você encontra mecanismos e aprendizados que já teve para superar dificuldades do momento, como também a oportunidade de aprimorar tudo aquilo que já sabe.

Em um dos trabalhos de Vasalisa, no trajeto em que ela está se apropriando de sua força e se tornando mulher, ela precisa encarar a Megera Selvagem.

As tarefas desse encontro são as seguintes: ser capaz de suportar o rosto apavorante da Deusa Selvagem sem hesitar (topar com a Baba Yaga). Familiarizar-se com o mistério, a estranheza, a “alteridade” do selvagem (residir na casa de Baba Yaga por algum tempo). Adotar nas nossas vidas alguns dos seus valores, tornando-nos, portanto, também um pouco estranhas (comer seus alimentos). Aprender a encarar um poder enorme nos outros e subseqüentemente nosso próprio poder. Permitir que a criança frágil e boazinha em excesso vá definhando ainda mais.*

Ao mergulhar na sua própria história, você acessa a energia da sua Mulher Selvagem e se depara com diversos momentos em que dores e feridas sagradas ficaram marcadas e quais você a vem carregando até a fase da vida onde está. Essas feridas são parte de nossa Megera Selvagem e é importante que no momento de reconhecimento dessa bagagem você as acolha, acolha essa criança ferida que precisa de esclarecimento e resignificação.

Permite também que padrões estipulados a você sejam analisados e se toma no direito de acolher ou de se libertar daquilo que não serve mais.

Quando a cultura define detalhadamente no que consiste o sucesso ou a perfeição desejável sob qualquer aspecto — na aparência, na altura, na força, na forma física, no poder aquisitivo, na economia, na masculinidade, na feminilidade, na atitude de bom filho, no bom comportamento, na crença religiosa — existem ditames correspondentes e tendência à avaliação na psique de todos os seus membros. Portanto, as questões da mulher selvagem rejeitada geralmente são duplas: a íntima e pessoal, e a externa e cultural.*

Ao acessar todos seus feitos está recorrendo a sua parte sábia, você separa, analisa, e os vê em um conjunto de valores e virtudes, e passa a se ver com os olhos do bom caminhar reconhecendo que as feridas são parte da potência que você é hoje.

Forje seu verdadeiro trabalho. Construa aquele abrigo de carinho e conhecimento. Transfira sua energia de um lado para o outro. Insista em atingir um equilíbrio entre a responsabilidade prosaica e o êxtase pessoal. Proteja a alma. Insista numa vida criativa de qualidade. Não permita que seus próprios complexos, sua cultura, os dejetos intelectuais ou que qualquer papo-furado político, pedagógico, aristocrático ou pretensioso lhe roubem essa vida.*

Ándele Mulher Selvagem! Deixe a marque de suas quatro patas!

Tamaris Fontanella

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*citações do livro Mulheres que correm com os Lobos de Clarissa Pinkola Éstes

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