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De onde a criatividade vem? – Alcathea

Um espaço voltado para o Reencontro, Aprimoramento e Transcendência do Despertar da Mulher

De onde a criatividade vem? – Alcathea

“A criatividade é um mutante.”

Para se tornar o que é inalcançável em algo palpável é preciso se entregar ao instante e seguinte a outro e assim outro.

“Tudo que pertence a vida criativa provêm da Mulher Selvagem, de Río Abajo Río, do rio abaixo do rio, que não pára de correr para dentro da nossa vida.”

“Trata-se de amor por algo, de sentir tanto amor por algo — seja por uma pessoa, uma palavra, uma imagem, uma ideia, pelo país ou pela humanidade — que tudo o que pode ser feito com o excesso é criar. Não é uma questão de querer; não é um ato isolado da vontade. Simplesmente é o que se precisa fazer.”

À medida que você se entrega na vivência de cada segundo da sua vida é importante estar presente. Quando sua consciência está presente, seu corpo está presente, suas células experimentam cada sensação e absorvem todas as experiências te proporcionando profundidade na troca com o mundo.

“A força criadora selvagem escorre para todos os leitos de que dispomos, aqueles com que nascemos bem como aqueles que escavamos com nossas próprias mãos. Não temos de enchê-los. Basta que os formemos.”

“O preparo de um local estimula a grande criadora a avançar.” Se você construir momentos vibrantes atrairá uma pulsação inimaginável para sua vida.

“Quando o imenso rio quer gerar vida ele /../ sobe e desce com as estações”. Assim é para conosco, nossos ciclos propiciam que as coisas sejam criadas, alimentadas, que recuem e definhem, tudo a seu próprio tempo e repetidas vezes.

“A criatividade não é um movimento solitário. Nisso reside seu poder. O que quer que seja tocado por ela e quem quer que a ouça, que a veja, que a sinta, que a conheça serão alimentados. A criatividade transcende de toda informação que você absorve, de toda experiência que se proporciona.”

Quem toca a vê, que a vê se toca.

“A capacidade criadora da mulher é seu trunfo mais valioso, pois ela é generosa com o mundo externo e nutre a mulher internamente em todos os níveis: psíquico, espiritual, mental, emocional e econômico.”

“Jamais podemos “perder” nossa criatividade. Ela está sempre ali, preenchendo-nos ou então entrando em colisão com quaisquer obstáculos que sejam colocados no seu caminho”.

Toda a doação que damos ao mundo externo vem de nossa capacidade criadora, nosso jogo de cintura nada mais é que o universo de possibilidades que percebemos para dar conta de tudo que fazemos.

“Se ela não descobrir nenhuma abertura até nós, ela recua, acumula energia e investe novamente até conseguir abrir passagem. Os únicos meios para podermos evitar sua insistente energia consiste em construir continuamente obstáculos contra ela ou permitir que ela seja envenenada pela negligência e pelo negativismo destrutivo. A perda do nítido fluxo criador constitui uma crise psicológica e espiritual.”

Toda nossa capacidade criativa ou nos leva a algum lugar ou retorna a nós como um sentimento de bem-estar. Se ela não proporciona a você um movimento ativo de participação você está negligenciando a si mesma.

Ancoradas por uma sabedoria destrutiva acabamos por acreditar que o que podemos criar nunca está bom, é imperfeito e sempre falta algo. Vamos nos envenenando de critérios e barreiras que impedem que possamos enxergar o que está a nossa volta. Quando sua mente trabalha castrando todos os caminhos que você pode perceber ela está fazendo com que você fique dentro da sua casinha, dentro de si mesma, fechando seus olhos para o externo e estagnando qualquer pulsação  que poderia fazer com que você tente de agir no mundo.

Para a Mulher conectada com seu instinto selvagem seu instinto de pulsação grita dentro de si. É necessário que as marcas das quatro patas continuem seu caminhar por essa terra.

“Quando a criatividade fica estagnada de uma forma ou de outra, o resultado é sempre o mesmo: uma fome desesperada pelo novo, um enfraquecimento da fecundidade, uma falta de espaço para as formas menores de vida se localizarem nos interstícios das formas maiores de vida, uma impossibilidade de que uma ideia fertilize uma outra, nenhuma ninhada, nenhuma vida nova.”

Porém, se o instinto estiver condicionado a ditames do mundo, a realizar pelos outros ou para alguém é fato que a direção a ser tomada não condiz com a própria realidade interna de uma necessidade.

“Nessas circunstâncias, sentimo-nos doentes e queremos seguir adiante. Vagueamos sem destino, fingindo poder sobreviver sem a exuberância da vida criativa, mas não podemos nem devemos. Para trazer de volta a vida criativa, as águas têm de ficar claras e límpidas de novo. Precisamos entrar na lama, purificá-la dos elementos contaminadores, reabrir passagens, proteger a corrente de danos futuros.”

Você é o que pode sustentar, a sua verdade de vida está ancorada em toda a sua trajetória, em sua história e em seus valores. Olha para si mesma com empatia proporciona o mergulho em uma sombra que é um caminho de descobertas de potências, de quebra de paradigmas e de libertação de bagagens que estão pesando na caminhada da vida.

Ali naquelas sombras existe muita criatividade. A energia que você demanda alimentando seu monstro interior é enorme. O diálogo interno castrador que faz com você é extremamente inteligente.

“/…/ a contaminação da beleza selvagem ocorra no mundo interior, quer no mundo exterior, e ela é algo doloroso de se presenciar.”

O seu interno reflete o externo e vice-versa. Pare olhe onde está, sinta com que está e observe o que está fazendo. Se não há um caminho ativo de expansão em alguns desses momentos, para onde está indo a energia que está doando ao mundo.  Porque se você continua andando para algum lugar provavelmente não está sendo com as suas quatro patas deixando marcas nessa existência. Acolher que há falhas em suas escolhas é ser sábia, tolo é aquele que nunca muda de opinião.

“/…/ essa tem a função de ensinar à mulher o que não fazer e como voltar atrás, no caso de escolhas infelizes, para reduzir o impacto negativo. Em geral, ao assumir uma postura psicológica oposta àquela adotada pela protagonista da história, podemos aprender a viajar com a onda em vez de nos afogarmos nela. /… / quando ele interage com um espírito destrutivo, tanto a mulher quanto o rio decaem. /…/ O rio debaixo do rio alimenta tudo o que criamos.”

Quando você se percebe e se dá conta não faz parte atuante da história que está passando diante dos seus olhos, você tem a possibilidade de interagir com todos os elementos nela até encontrar seu lugar ativo nesse grande palco. Viver é assim, você se sugere um caminho, faz escolhas, diz sim para umas coisas e não para as outras e vai no seu tentando acertar, esse tentar acertar é estar bem, estar presente a todo o momento. Se você está tendo prazer está no caminho certo. Cada experiência tem o seu quantum de prazer, outros momentos mais ou menos, a felicidade está em se permitir a experienciar esses momentos.

“/…/o rio simboliza a capacidade de viver, de viver realmente. Ele é considerado a mãe, La Madre Grande, a Grande Mulher, cujas águas não só correm nas valas e leitos de rios, mas que se derramam de dentro do corpo das próprias mulheres quando seus filhos nascem.”

Toda e qualquer ato que temos é provindo da visão que temos do mundo. Tudo o que é captado por nós é informação que nos faz sonhar e realizar. Você não irá além do que o seu próprio mundo interno cria como uma possibilidade. Se existe dentro “generosidade feminina que desperta, excita e cria paixão” e esse o lugar externo para onde você irá se dirigir.

Aprenda a alimentar sua vida com informações que te proporcione mergulhos em assuntos que você gosta e que precisam ser mais aprofundados.

. “Os olhos das mulheres cintilam quando elas criam; suas palavras saem melodiosas; seu rosto fica ruborizado; seu próprio cabelo parece brilhar mais. Elas ficam excitadas com a ideia, interessadas pelas possibilidades, apaixonadas pelo próprio pensamento, e a essa altura, como o grande rio, espera-se que elas se derramem continuamente no seu próprio caminho criativo. É desse jeito que as mulheres se sentem realizadas.”

De onde a criatividade vem? De tudo que você se proporciona experimentar na vida

Para onde ela vai? Onde vai eu não sei, mas tenho certeza que ela vai ter levar a algum lugar, e espero que seja para você, com você e de muito prazer!

Tamaris Fontanella

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Texto elaborado com excertos do livro Mulheres que Correm com os Lobos de Clarissa Pinkola Estés – Capítulo 10 As águas claras: o sustento das águas criativas

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