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Deusa Tara – Compreendendo e entrando em contato com o arquétipo – Devaneios da Deusa

Um espaço voltado para o Reencontro, Aprimoramento e Transcendência do Despertar da Mulher

Deusa Tara – Compreendendo e entrando em contato com o arquétipo – Devaneios da Deusa

Tara (Sânscrito: Syamatara; Tibetano: Sgrol-ljang) é conhecida na filosofia budista como a Grande Deusa Bondosa, a Salvadora. Ela é a divindade nacional do Tibete, a grande mãe da compaixão, o aspecto feminino de Buda (do ser desperto), indissociável do estado desperto iluminado.

A origem de Tara remete ao século II e seu culto se estendeu sobre praticamente todo o território afro-egeu-asiático e teve seus devotos por toda população pré-ariana da Índia.

Atribuições: Deusa da Libertação, Início, Compaixão, Sucesso e Conquistas
Símbolos: Flor de Lótus
Local: Tibet

Seu Mito

  1. No Budismo Tibetano, Tara é a personificação feminina de Buddha. No mito Tibetano uma princesa chamada Yeshe Dawa (Lua da Sabedoria Primordial), seguidora de um Buddha (Mestre da Iluminação), atinge um nível altíssimo de consciência e, a partir deste momento, se torna uma bodhisattva (ser iluminado) feminina.  Durante seus milhões de anos de meditação, Yeshe Dawa ajudou a livrar milhões de pessoas de seus sofrimentos. A partir do momento em que ela atinge um estado ainda mais alto da mente, ela passa a ser conhecida como Tara, a representação feminina do Budda.
  2. Avalokiteshavara, o Buda da Compaixão ( em sânscrito Avalokiteśvara, “Aquele que enxerga os clamores do mundo”; também chamado de Chenrezig) em profundo pesar ante os sofrimentos do samsara (fluxo da vida), lhe caíram lágrimas dos olhos, lágrimas essas que formaram um lago. Do fundo do lago emergiu uma flor de lótus. Quando o botão se abriu, uma maravilhosa divindade feminina saiu de dentro dela. Era Tara, a “Estrela”. Ela prometeu ao Buddha defender a todos os seres em todos os mundos, de forma imediata e heróica, removendo todos os obstáculos. A nobre Deusa Tara aqui é descrita como “da cor da lua, calma, sorridente, sinuosa, irradiando luz de cinco cores”,  e segue beneficiando muitos seres, manifestando-se de várias formas para tornar a terra pura trazendo a “harmonia das folhas de turquesa”.
  3. Mitologia polinésia: Tara é uma deusa do mar lindo
  4. América: Terra, a Mãe
  5. Terra Druidas: chamou sua mãe deusa Tara.
  6. Finlândia: Uma antiga lenda fala de Tar, as mulheres de Sabedoria.
  7. América do Sul: tribo indígena na chamada selva à sua deusa, Tarahumara.
  8. Nativo americano: os índios Cheyennes dizem de uma mulher estrela que caiu do céu para a Terra. Sua queda abençoou todos os alimentos essenciais, seu amor incondicional fertilizou a terra e os alimentos cresceram. Ela enviou seu povo para acasalar com os habitantes mais primitivos da Terra, dando-lhes a capacidade de sabedoria.

Com a expansão das culturas na Ásia, muitas vezes as imagens de Tara e da Deusa Kuan Yin se fundiram e foram retratadas como sendo uma só Deusa. Porém o mito de cada uma é diferente e a simbologia também, embora a compaixão, a bondade e o amor universal estejam entre seus ensinamentos.

A Senhora do Barco

O termo Tara é derivado da raiz “tri”, “atravessar”, possui o mesmo sentido em tibetano, correspondente a “Dreulma” ou “Drölma”.

Por essa raiz, seu primeiro atributo é associado como “Senhora do Barco”, ela conduz a alma que atravessa a corrente do samsara (ciclo de vida-morte-vida) rumo à distante margem do nirvana (estado de libertação).

Em sua essência do ar, o vento, o que alimenta a chama da vida (o fogo precisa de ar para se manter vivo), inspirando-nos a viver, a nos movimentarmos e a agir de acordo com a verdade.

Como fogo ela vem com a energia necessária para termos coragem de nos nutriz e de nutrir todas as ferramentas que impulsionam o barco a fazer a travessia.

Com sua sabedoria da água, nos orienta pelos fluxos com atitude rápida a ajudar por sua grande sabedoria e compaixão.

E em seu poder da terra, nos coloca em margem firme para continuar nossa caminhada, na verdade de que nos tornou quem somos hoje.

Tudo é uma poderosa metáfora arquitípica. O barco representa um símbolo de salvação. Tara é a Grande Deusa Bondosa que acalma a correnteza, com o apoio de suas inúmeras barqueiras (suas faces) trabalhando para salvar náufragos.

Como Senhora do Barco, Tara, nos ensina que o caminho de nos libertar de tudo que nos prende a uma ilusão (maia) precisa ser trilhado. O caminho será longo em suas inúmeras vezes, mas que nunca estamos sós (os quatro elementos) e que temos suficiente conhecimento para transpor todas as barreiras (nossas vitórias em jornadas passadas e a disponibilidade de mergulho em cada novo caminho no conhecer do que ele tem a nos oferecer).

Representação de Tara

Tara é representada sentada sobre uma flor de lótus emergindo de um lago, porém quase todos os budas são apresentados sobre o lótus, sentados ou de pé.

Veste roupas de realeza, é ornamentada com jóias, mas que não cobrem seus seios.

Na cabeça há uma tiara com jóias e um rubi ao centro simbolizando Amitabha, seu pai espiritual da família búdica do lótus.

Cada mão mostra um mudrá e possui o talo de uma flor de lótus com uma flor aberta e dois botões, indicando o alcance de sua atividade em todos os tempos.

A perna esquerda está encolhida, indicando sua renúncia as paixões mundanas, mas a perna direita se estende e sai da flor, indicando sua presteza para acudir e ajudar todos os seres. Seu mudrá da mão direita é o de “dar-oferecer”, indicando sua habilidade para oferecer a todos os seres o que necessitam, enquanto a mão esquerda, na altura de seu coração, faz o mudrá de “oferecer refúgio”.

Mantra Fundamental de Tara

Om Tare Tuttare Ture Swaha

(lê-se Om Tare Tutare Ture Ssorrá)

Om = a abertura, o som universal da semente, a permissão da conexão com a divindade

Tare = saudação para a libertação

Tuttare: eliminar todos os véus dos medos e resistências

Ture: concessão do sucesso para a liberação da ignorância da natureza do Eu

Swaha: por si mesmo significa: “Possam as bênçãos de Tara que estão contidas no mantra om tare tuttare ture se enraizarem nos nossos corações.”

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