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O que é Sagrado Feminino?

Se você chegou aqui é porque está num caminho de retorno ao lar: o caminho do Sagrado Feminino!

Então senta aqui comigo, pega uma xícara de café e vamos elucidar o seu caminhar!

O que eu descobri no caminho do Sagrado Feminino?

Começo, esse artigo,  não te indicando um caminho. 

Inicio te contando o que aprendi com ele!

Lá em 1998 comecei na orenda da sanação do feminino sagrado.

Tamaris Fontanella

Sobretudo, foi no mergulhar com mulheres incríveis, em seus momentos de (re)conhecimento de sua essência e transcendência de sua luz que eu me transformei (e me achei).

Estudei muito (e ainda estudo), porém livros é conteúdos são apenas chaves para portais internos. 

A consciência da minha energia feminina, e da minha energia masculina,  veio com o conviver e ter consciência e sensibilidade dessas energias em outras mulheres.

Comecei minha jornada acolhendo a minha Menina Mágicka: aquela que mergulhou em sua própria morte aos 17 anos, momento em que teve seu primeiro renascimento após o câncer.

Durante minha vida vivenciei quatro lutos que abalaram minhas raízes, precisei de tempo para mim e para meu trabalho todas essas vezes.

Afinal, me perdi, me achei, fiz meu retorno ao lar nem sei quantas vezes.

Duvidei e mim mesma e sempre havia uma mulher para me lembrar quem sou e de me dar carinho o suficiente para retomar a força de honrar meus valores e caminhar em minhas palavras.

Sou mulher por estar com outras mulheres!

Graças a elas, mulheres incríveis, eis me aqui.
Os Saberes Femininos são como o Grande Mar.
O mar não se escava, se mergulha.
O mar não recompensa os mais ansiosos, ávidos ou impacientes, mas sim aqueles que sabem esperar, sabem respirar e têm fé.
Ah! O mar nunca está aberto a exigências, ele simplesmente acolhe em seu interior toda a beleza da criação da vida

Seja bem-vinda a mais longa (e verdadeira) das suas jornadas!

De onde vem a visão do Sagrado Feminino?

O mistério da mulher é talvez o mais antigo e significativo assunto da história. 

A primeira religião da humanidade foi o culto da Deusa Mãe (Magna Mater).

A relação das mulheres era com uma Deusa, contudo num aspecto divino, porque era a mesma energia que se observava na natureza. 
 
Elas, as Deusas, eram consideradas divindades, representando a força dos céus na terra.
 
Existia uma energia feminina que cuidava dos rios, outra das montanhas, outra das casas … ao passo que encontravam essas energias na natureza elas recebiam nomes: nomes de Deusas.
 
Assim, tudo que gerava vida, dava luz, e nutria era provinda de uma energia feminina.
 
Nessa visão matrifocal, de que a vida era responsabilidade da energia feminina, as “Sacerdotisas da Deusa” eram as mulheres portadoras de todo o poder presente na natureza.
 
As “Sacerdotisas da Deusa” eram aquelas que tinha profundo contato e entendimento de uma Deusa, ou seja, de uma energia da natureza. E possuíam a finalidade de entregar e ensinar todos ao seu redor a lidar com essa força natural.
 
Ao longo do tempo, nossas mulheres foram sacerdotisas, bruxas, xamãs, parteiras, curandeiras, guardiãs dos mistérios. 
 
Quando as religiões pagãs, enraizadas no matriarcado foram efetivamente afastadas da sacralidade pelo cristianismo, por volta do século V, o acesso à Deusa Ancestral tornou-se restrito.
 
Analogamente, a tudo que já tinha ocorrido em nossa história, a transição do matriarcado para o patriarcado deixou marcas profundas no ser e estar mulher nas sociedades ocidentais.
 
Na Idade Média, a liberdade das mulheres ficou restrita às regras impostas pela Igreja Católica. 
Enquanto o homem devia reger-se unicamente por Deus, renunciando às emoções e à paixão terrena, a mulher era a causadora dos pecados e de todos os vícios e tentações que tiravam os homens do caminho da redenção. 
Portanto, tudo foi ficando mais complicado para o Ser e Estar Mulher ao longo da nossa história.
 
Uma lucidez feminina começou a aparecer por volta do século XV  quando o Humanismo começou a propor o rompimento com os ideais apregoados pela igreja católica, sobretudo, sobre o teocentrismo. Mas, tudo correu a passos bem lentos para podemos ter direitos que temos hoje!
 

No século XIX os direitos da mulher começaram a fazer parte do cenário social europeu. 

A história da condição feminina conheceu importantes modificações estruturais como: a incorporação ao mercado de trabalho fora do espaço doméstico, a autonomia civil, o direito à instrução, e o nascimento do movimento feminista.  

Foi aí que o resgate ao matriarcado começou a se instaurar e começa a vir a tona o “Retorno da Deusa”, ou que chamamos de Sagrado Feminino hoje.

O que é esse tal Sagrado Feminino?

As Deusas Atuais, ou chamadas Deusas Contemporâneas, não estão nas pinturas e artes primitivas, nos rios, nas árvores, no Olimpo, nos céus, no subterrâneo, em altares, museus, santuários ou templos. As Deusas Atuais, hoje, tecem suas histórias nas grandes cidades.

Para Carl Gustav Jung, o inconsciente coletivo é a instância psíquica mais profunda que armazena experiências que não são nem pessoais e nem individuais. 

Essas memórias (instância) são as imagens primordiais ou arquetípicas e também os instintos que se manifestam em sonhos, mitos e fantasias de maneira simbólica. 

Por isso, no íntimo de toda mulher vão se encontrar todas as deusas e as suas faces. 

Todavia, em cada mulher, estará uma ou mais deusas ativadas e outras não. Além disso, mesmo a ativação terá suas diferenças individuais. 

Por isso, quando começamos a mergulhar na cura do nosso feminino, elas são as primeiras energias que vão se revelar e abrir portais que possibilitam nossa transcendência. 

 

 

É assim que muitas de nós começa sua jornada, estudando a história das deusas, a ancestralidade e linhagem feminina.

As Deusas permeiam qualquer estudo inicial de contato com o Sagrado Feminino.  

Sempre são solicitadas para auxiliar em alguma função em sua própria história de mito, e a elas recorremos como oráculos para que nos indiquem caminhos. 

Por exemplo: 

  • Atena auxilia na reflexão sobre uma situação, é a deusa da sabedoria
  • Perséfone, a de se estar disponível e receptiva ou ora introspectiva na procura de seus próprios poderes
  • Hera, no desempenho dos compromissos e para ter autoconfiança
  • Deméter, no desenvolvimento da paciência, generosidade e tolerância com nossos entes queridos
  • Ártemis, na constância do objetivo, na busca da liberdade e na expressão genuína
  • Afrodite, na capacidade para o amor e na relação com o próprio corpo e o encontro com o outro
  • Héstia para manutenção da paz e serenidade
  • Hekate na revelação da nossa sombra, do nosso poder oculto e a possibilidade de renascer da escuridão e revelar a luz sempre que necessário.
 
No esquecimento do Sagrado Feminino, a mulher acabou por assumir uma postura de inferioridade. 
 
Nossa memória instintiva feminina se identificou com símbolos ancestrais estereotipados, padrões que a cultura tinha como natural e que agora, passou a ser um sistema de valores mantidos pela energia patriarcal – deixando de ter qualquer sentido.
 
As próprias mulheres passaram a ridicularizar as características inerentes do arquétipo do feminino. Passaram a viver com padrões de comportamento estereotipados, isto é, mediante ditames socioculturais. 
 
E, com isso, as Deusas foram renegadas ao porão de suas vidas.
 
 
Como mulheres, esquecemos que a energia da Deusa é a própria criação. 

Que tudo que temos, parte de uma forma divina de seu ventre. 

Ela está dentro e fora de nós. Está no sussurro dos ventos, na tempestade e no chão que pisamos, em cada flor que se abre e em cada sorriso de criança. 
 
A Deusa pode se comunicar conosco por meio de nossos pensamentos, gestos, atitudes e palavras, assim estando também nos outros. Ela fala conosco até mesmo no silêncio.
 

O tal Sagrado Feminino é um resgate, que resgata nossa Alma.

Quando você percebe realmente que a manifestação dessa energia feminina é a própria manifestação e existência da Deusa, seja em sua dor ou em sua alegria, você permite que sua consciência absorva a experiência e se coloca inteiramente a disposição para abraçar a pulsação de viver incondicionalmente com sua essência. 

Em seu caminho com o Sagrado Feminino vai descobrir que o poder que está dentro de você, e é aquele inerente a sua pulsação da energia feminina. 

Não existe estudo ou caminho certo e errado … mas todos os caminhos que você tomar devem levar a encontrar partes perdidas de si mesma, integrá-las e colocá-las no mundo para ser e estar!

Veja esse caminho com o olhar da filosofia: um estilo de vida, que propõe o reconhecimento e a aceitação de si – desde a sua história, da auto análise psicoemocional, para chegar ao perfeito equilíbrio da natureza de ser quem você é.

Há muito que podemos ainda conversar sobre esse assunto!

Fique por aqui, aproveite o nosso conteúdo! 

E tão logo te vejo no nosso Clube Despertar Feminino para mergulharmos cada vez mais!

Bjus de Luz 

Tamaris Fontanella

Agora é a hora de despertar sua energia feminina, transcender em suas potencialidades e descobrir um universo de possibilidades do seu Ser e Estar Mulher!
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